sábado, 11 de janeiro de 2014

Sal, Sol e Mar

Não tenho palavras para expressar o quanto eu adoro Salinas. Gosto muito de lá por diversas razões. Foi, praticamente, onde passei minha infância inteira. Lembro de quando ia para lá bem pequena. E continuo indo as vezes. A princípio ia pra um hotel, tomava banho de piscina assim que voltava da praia, jogava sinuca que tinha lá, e outras coisas. Agora tenho casa. De vez em quando ia com amiga, uma vez fui em excursão da escola e na maioria das vezes ia com minha família, inclusive minha avó. Por isso, o que eu mais queria era minha infância de volta. 
Sempre que vou pra Salinas ando muito de bike, passeio, vejo o sol nascer e se pôr, pego um vento(que é o que mais tem lá), vejo o mar, as ondas, vou pra praia, tomo sorvete e a comida que eu mais como é peixe. Em julho de 2013 fui pra lá e comia todo dia. E é incrível como nunca enjoei. Ah, e falando em julho, sempre passo meu aniversário lá.
Não existe tédio em Salinas. É um ótimo lugar pra refletir sobre a vida. De preferência, sentado ou deitado numa cadeira de praia(aconselho a não ficar do lado daquelas pessoas que botam o som no último volume e ainda por cima é um brega), tomando um picolé refrescante e certamente sem olhar para o relógio, porque o que é bom realmente dura pouco. 

domingo, 5 de janeiro de 2014

Finalmente, um novo ano.

E um novo ano acaba de chegar. Para que possamos recomeçar, e fazer tudo o que tínhamos vontade de fazer mas não fizemos, ou tentar algo extremamente novo. Eu sempre soube que 13 não era um número bom. E realmente, constatei o que já sabia. Esse ano não foi o melhor, por certas razões(ou simplesmente uma razão) mas agradeço todas as coisas boas que me aconteceu. Os novos lugares que frequentei e novas pessoas que conheci. Para onde você vá, não importa quando, como e onde, e qual vai ser o destino, sempre há dificuldades no caminho. Mas são essas dificuldades que nos tornam quem somos, e de um jeito ou de outro, elas nos ajudam. Ajudam a sermos pessoas mais maduras, e a criar coragem dentro de si para poder enfrentá-las, e para manter-nos de pé e com cabeça erguida. 
Espero, realmente, que 2014 seja tudo que 2013 não foi. Que traga várias surpresas maravilhosas, e que esse ano novo possa atender todos os desejos mais profundos de nossos corações. Saúde, paz, e nada mais. Pois o resto corremos atrás.
O futuro já começou. Feliz 2014. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

"Muitas vezes basta ser: colo que acolhe,  braço que envolve,  palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa,  verdadeira, pura enquanto durar." 
Cora Coralina

Uma Curva na Estrada (Nicholas Sparks)

"Uma mulher como você? Tenho certeza que recebe muitos convites para sair.
- O que não quer dizer que eu os aceite.
- Fica bancando a difícil?
- Não. Só não gosto de magoar ninguém.
- Quer dizer que você arrasa corações?
- Não, não arraso corações - respondeu baixinho. 
- O meu coração é que foi arrasado."
Uma Curva na Estrada

domingo, 29 de setembro de 2013

gr(a)nd(m)(a) (r) (infinitamente)

Hoje faz um mês que perdi alguém muito especial pra mim. Um mês sem minha avó. Sem a Vovovisq(como eu a chamava). Um mês sem esse meu anjo que já foi pro céu. Um mês sem seus abraços, sem seus beijos, sem seus elogios, sem seu feijão(que era o único que eu gostava). Um mês também sem jogar baralho e dominó, que sempre que ela vinha aqui, eu, ela e meu irmão jogávamos. Sempre quando ela vinha aqui ela trazia lanche. Tudo que você podia imaginar. Bolo, pão de queijo, monteiro lopes etc. Uma verdadeira padaria. E quando íamos para a casa dela e do vovô, ela fazia um peixe frito que da porta já dava para sentir o cheiro. Pois é. Um mês sem Ela.
Um dia, eu e o Lucas(meu irmão menor) fomos para a casa deles. Como de costume, teve peixe frito, feijão, arroz e farofa. E depois do almoço, tomamos açaí, sempre que vou pra lá, ela compra, porque ela sabia que eu amo! A tarde, jogamos baralho e dominó, como sempre. Depois, fomos a Abelhuda, como ela prometeu. Fomos andando, de mãos dadas, e quando chegamos lá, comemos bolo e monteiro lopes, e ela tomou um chá de camomila. Ficamos conversando, e conversando, até que fomos andando de volta para casa. Eu e Lucas estávamos esperando nosso pai, para nos pegar. Quando lele chegou, nos despedimos. E disse não sei quantas vezes que amo Ela. Que ela é a melhor avó do mundo. Um milhão de beijos(que é o que a gente sempre falava um pro outro). Quando nós entramos no carro, eu fiquei observando ela, parada, dizendo tchau, beijo, um milhão de beijos, vão com Deus... E acenei para Ela, e disse fique com Ele. E por último disse mais uma vez: "Eu te amo" Aquela foi a última vez que eu a vi. Depois de uma semana, ela foi internada no hospital. Ela tinha uma doença grave. Como eu queria ter a visto mais uma vez.
Ela não vai mais me ver crescer, não vai mais dizer quando eu sair do banho: "ta fresquinha", não vai mais fazer aquela dancinha que só a gente sabe, não vai mais abrir uma padaria aqui em casa, não vai mais estar aqui, fazendo o que ela fazia de melhor. Rezar, amar a gente e amar todos a sua volta. Mas de algum jeito, eu sinto ela perto de mim. Eu olhei pro céu num jogo de futebol, pedindo para ela para me dar forças, e pra eu ganhar pelo menos uma medalha nos jogos internos. E eu ganhei. Eu sinto que ela está aqui me dizendo o que fazer, me auxiliando e ajudando em todas as horas, eu sei que ela ainda está rezando por todos nós, como sempre fazia. Na última vez que a vi, ela me mostrou umas fotos minha, do Lucas, da mamãe, do vovô e do meu tio. Ela sempre levava para a Igreja. Mas ela está em um lugar bem melhor do que aqui. Ela está onde deveria estar. Mesmo que não seja aqui comigo.
Enquanto escrevia isso, me peguei derramando algumas lágrimas. Porque lembrar de tudo isso me fez chorar. Mas ao mesmo tempo, eu sorri. Sorri porque eu lembrei de todos os momentos que passamos juntas. Essas lembranças, assim como Ela, aonde quer que eu vá, sempre vão estar presentes dentro de mim. E quando olho pro céu, algo me diz que ela está aqui comigo. Por isso, eu sorrio ao lembrar que aquele sentimento era recíproco. 
A saudade é enorme, mas o amor que eu sinto e sentia por ela, é muito, muito maior. Mas as vezes, me vejo pensando. Acho que posso chegar a conclusão, de que tem vezes, que a saudade pode até ser, um pouco, maior.
Para minha querida e amada Vovovisq,
Com amor, 
De sua querida neta,
Duda.

Espero que um dia Ela possa ler isso. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Martha Medeiros

"Milhares de pessoas acreditam que ler é difícil, ler é chato, ler dá sono, e com isso atrasam seu desenvolvimento, atrofiam suas ideais, dão de comer a seus preconceitos, sem imaginar o quanto a leitura os libertaria dessa vida estreita. Ler civiliza."

Um Pequeno Trecho de As Vantagens de Ser Invisível. Parte 2

"Eu sei que tudo isso serão apenas histórias algum dia. E nossas fotos se tornarão velhas fotografias. E todos nós nos tornaremos mãe ou pai de alguém. Mas agora, exatamente agora, esses momentos não são histórias. Está acontecendo. Eu posso ver. E nesse momento, eu juro, nós somos infinitos."